terça-feira, 8 de outubro de 2013

Voando alto


    Por esses dias, andei pensando nos sonhos que tive no passado. Não foi bom descobrir que pouco ou nada realizei.
    Quando criança, se alguém me perguntava o que eu gostaria de ser quando crescesse, respondia de imediato; aeromoça (comissária de bordo). Não havia segunda opção. Eu queria voar, estar junto das estrelas, que amava olhar em noites escuras, aliás, todas as noites, pois as lâmpadas dos postes não tinham essa luminosidade toda de hoje. Eu sonhava como seria  quando estivesse nas alturas junto à tripulação, ajudando os passageiros. Porém, minha mãe faleceu, meu pai casou novamente, minha vida mudou radicalmente e fui escutando de outras pessoas que as empresas aéreas não aceitavam moças de baixa estatura para fazer parte do quadro ( o que era mentira, diga-se de passagem) e aí tive que tomar outro rumo para minha vida. Hoje sou professora. Até gosto do que faço.
Apesar de gostar de tudo quanto diga respeito ao universo, não estudei astronomia, nem mesmo astrologia que também me fascina.
Durante um determinado período busquei ver  felicidade nas mínimas coisas. Não fui tão feliz em minhas escolhas. A vida nos faz tomar rumos os quais nem sempre são satisfatórios mas são os que devem ser.
       Hoje sinto um imenso vazio. Não é por não ter realizado o sonho de infância, mas é por ter soterrado
tantos outros, inclusive sentimentos que não cabem colocá-los aqui, agora.

Um comentário:

El Aly disse...

Nossa, bem forte esse seu texto... diz muito...

Aly