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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Dia do Combate ao Fumo



Hoje, 29 de agosto, celebramos o dia de combate ao fumo. Isto me faz lembrar o dia que deixei de fumar.
Não fui à procucura de psicólogos para me ajudarem a parar de fumar, pois havia vinte e três anos que fumava, mas já vinha me preparando para deixar o vício. Antes, nunca havia cogitado a ideia de parar, pois fumava com todo o prazer e dizia que fumaria até morrer (que ideia!). Quando precisei ir ao médico ele foi taxativo: "Ou você deixa o cigarro, ou vai morrer." Foi aí que parei pra pensar e mudei de atitude: resolvi deixar de fumar (claro que levou um certo tempo!).
Um fim de semana, fumei tanto, tanto que cheguei a ficar sem ar, literalmente. No dia seguinte, não quis mais o cigarro. O primeiro dia foi até fácil e transcorreu bem, embora tenha sentido falta. No segundo dia a vontade vinha e voltava, dava pra passar. No terceiro dia, a vontade ia e vinha com muito mais frequência, mas permaneci firme. Daí em diante, foi bastante difícil: chorava por tudo e por nada, mudava constantemente de humor, fiquei depressiva. Parar de fumar era como se eu tivesse perdido uma pessoa muito querida. Como veem, não foi fácil. Mas consegui deixar e hoje não sinto falta (confesso que sonhei fumando,dias atrás.).
Deixem de fumar para aproveitarem mais a vida, ela é cheia de surpresas...  

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Pessoas intensas...

     
         

          Sabe quando acontecem coisas a você, coisas que você jamais pensou que fosse sentir novamente, as quais lhe deixa tão feliz, mas tão feliz, que você não cabe em si de tão feliz e até mesmo o mundo é um lugar pequeno pra tamanha felicidade? Então você é "taxada" de anormal, pois você já passou da adolescência e está na idade errada (diagnóstico médico) pra sentir-se assim.
Então o mundo gira, as coisas mudam de lugar e o motivo da sua alegria virou o principal motivo da sua tristeza. É uma tristeza tão grande, mas tão grande, que você quase não consegue levantar da cama. Você nem vê motivo pra isso. Você vai se fechando dentro de casa como se fosse uma ostra. Você evita sair, dispensa amigos ( amigos que torcem contra você?),não confia em mais ninguém, dispensa leitura de autoajuda, vai virando pérola dentro da ostra. Então você é "taxada" de anormal, de doente, pois, você precisa de ajuda para sair desse ostracismo, dessa depressão. Talvez você seja até bipolar! Ora está esfuziante, ora está mortificada!
Não, caros leitores, se vocês são assim, vocês são intensos. Vocês sentem tudo com a maior intensidade
possível e há quem diga que vocês não vivem, hein? Não creiam. Tudo é viver. Se vocês vivem como adolescentes até os cinquenta anos ou mais, que importa? Isso é bom para o espírito. O tempo é efêmero.
Se vocês vivem como ostras e, como eu, não morreram ainda, vocês estão respirando, então vocês vivem.